25/9/2013

Pesquisa revela o que pensa o motorista de caminhão brasileiro



Uma pesquisa de opinião realizada com motoristas profissionais aponta que, se tivessem a oportunidade, 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho. Ao todo, foram ouvidos 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon.

"A partir deste resultado a pergunta que fica é: teremos motoristas
profissionais amanhã?", afirma Nereide Tolentino, coordenadora da pesquisa,
consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em
comportamento do motorista. "Considerando que a continuidade de pai para filho
está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e
que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é
controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada",
afirma.
 
Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas
profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões estaria parada
por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil
veículos.
 
Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a
profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor
qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada
nos caminhões. "Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os
caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável,
apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas
outras oportunidades", diz Nereide.
 
Do total de entrevistados, 70%
revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que
iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão
é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas
pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%).
 
A pesquisa revela
também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão
usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas,
pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada
devido ao alto número de acidentes, roubos e
assaltos.
 
Saídas
 
Uma das saídas apontadas pela
coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do
motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga
horária de direção.
 
"Só reduzir a carga horária não vai resolver o
problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as
principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de
passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora
de casa, ele acha ruim", argumenta Nereide.
 
Uma das soluções apontadas
pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte
rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento,
oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga
e descarga.  "Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais
gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina
possante é algo que fascina jovens e adultos", destaca Nereide.
 
Um dos
exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas
um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para
descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes,
conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à
disposição.
 
Perfil dos
entrevistados

 
Idade
17% têm até 30
anos
65% têm de 31 a 50 anos
18% têm acima de 60
anos
 
Estado Civil
14% são solteiros
86% são
casados
98% têm filhos
 
Escolaridade
31% cursaram
até a 5º série
31% cursaram até 8º série
29% possuem ensino médio
3%
possuem graduação
 
Origem da profissão
70% tinham a
expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.
53% iniciou na
profissão por influência familiar.
29% trabalhavam em atividades agrícolas
antes de serem caminhoneiros
 
Tempo de viagem

42% das
viagens têm mais de 6 dias
42% têm entre 2 e 6 dias
14% têm apenas um dia

Mais informações, Newton Chagas - Volvo Group Latin America Assessor de Imprensa – Comunicação Corporativa Tel.: +55 41 3317- 8296 - E-mail: newton.chagas@volvo.com Milena Miziara – Volvo Group Latin America Assessoria de Imprensa – Comunicação Corporativa Tel.: +55 41 3317- 4255 - E-mail: milena.miziara@volvo.com

Registre-se para receber Notícias da Volvo Caminhões

Você gostaria de ser avisado por e-mail e/ou telefone celular quando a Volvo Caminhões publicar notícias nesta página ou em nosso portal WAP? Por favor, preencha abaixo seu nome, empresa, endereço de e-mail e/ou número de telefone celular.

  •  
  •  
  •  
  •  

Clicando aqui, você permite à Volvo Caminhões manter seus dados pessoais e utilizá-los para os propósitos relacionados à sua consulta.